sábado, 26 de fevereiro de 2005

os amaricanos, esses malucos...

pois pois cá estamos de novo. no final duma semana de neve (no início) e chuva (no fim e enquanto escrevo estas míseras palavrecas, quando comparadas com os épicos recentes...) em Londres. quero só partilhar convosco um pequeno pormenor que me foi revelado ontem. rufar de tambores... existem pessoas normais em Londres!!!! quer dizer, quando digo normais deve ler-se com um Q.I. compatível ao nosso e com uma idade mental tão baixa ou menor que a nossa. e, surpresa das surpresas, a maioria não é inglesa...

bom, é melhor contar as coisas como deve ser. isto tudo porque ontem houve uma festa aqui no instituto. "a propósito de quê?" perguntais vós, ó mentes inquiridoras. e eu digo-vos, porque um gajo que trabalhou cá durante 37 anos se reformou e fez 60 anos, tudo ao mesmo tempo. não podia ter melhor prenda de anos, pensam vocês. enganam-se redondamente, porque para além da festa, teve direito a banda ao vivo! não muito boa, diga-se, e com um reportório um bocado demodé, mas que fez as delícias dos (poucos) trabalhadores na faixa etária dos 50 aos "quando é que morres mesmo??". apesar de deverem muito ao talento, lá meteram ao bolso 100 pondas por duas horitas, mas essa é outra conversa...

dado o sucesso das festas do ICR, não é de espantar que às 8 da noite metade da festa estivesse no pub mais próximo. e foi aí que se deu a revelação! alguns dos rapazolas e raparigas do instituto juntaram-se e ficaram na palheta durante umas horitas. tiveram a triste ideia de ficar na rua, o que levou a que estivesse em risco de gelar o meu cu ao banco, caso não tivesse uma pint na mão em trânsito para a goela e estôgamo.
a conversa até começou de forma soft, mas cedo se encaminhou para um assunto recorrente em conversas tugas, o sexo! e não um sexo qualquer, o sexo com animais...

não entrando demasiado em pormenores, deixo-vos (em bullet points) os highlights da noite (se quiserem a estória toda terão que perguntar...):

a) Jerry Springer Opera e a frase musicada "three-nippled cousin fucker"
b) Anão careca com tubos no nariz e vaselina espalhada pela cabeça em Amesterdão
c) Gales, Escócia, Austrália e Nova Zelândia e o seu amor por ovelhas
d) A explicação acerca da atracção doentia dos lavradores por galochas
e) Americano que casou com uma égua, tendo regularmente relações sexuais com o bicho e, segundo ele, "the horse loves it. she really gets into it..." (um aparte, será que a égua sente alguma coisa??)

como podem constatar, ainda há esperança para os osgas... se bem que o grupo de convivas era constituído por nativos da Escócia, Austrália, Islândia, Grécia e Portugal...

enfim...

sai um pastelinho de bacalhau...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005

Água e mais água

sai um pastelinho de bacalhau...


E chove nos Açores!!! Eu sei que pode não parecer uma grande admiração, mas é que chove mesmo bem há 3 dias! Mas é que chove tanto que até os dias estão mais escuros.... parece que estamos numa série dos anos 50, ainda a preto e branco!
E o mais engraçado é que em Portugal (continental, claro, porque afinal isto ainda é Portugal, apesar deles terem um sotaque diferente) há seca! Porque não mandam o gado todo para os Açores, onde há chuvinha e relvinha para todos! Havia de ser bonito ver esta ilha com ainda mais vacas (que já não são poucas, de diferentes cores, tamanhos, numeros de soutiens...) e com mais merda por todo o lado....

Apeteceu-me partilhar isto com vocês, pois a minha sanidade mental está a esvair-se... talvez por causa destes dias deprimentes....

terça-feira, 22 de fevereiro de 2005

O Épico - As pondas escocesas

Como o título indica, a posta que se segue é um épico, todos os épicos têm um herói, e depois o objectivo é glorificar os feitos e conquistas do herói. Neste caso, sou eu que mando, por isso, claro que o objectivo é diferente.

A história começa com o facto de, há tempos atrás, ter na minha posse libras escocesas, 3 notinhas apenas, para ser mais exacta. Pois é que eu sou assim muito viajada, só este ano já fui duas vezes a Oeiras e uma a Lisboa, e estou a pensar em armar-me em maluca e ir até Almada, mas isso é outro assunto. Adiante, as libras escocesas, são libras, são escocesas porque existem na Escócia e têm escrito Bank of Scotland, enquanto que as inglesas dizem Bank of England e vivem em Inglaterra, mas são todas libras e valem todas o mesmo. Esta última frase está um bocado repetitiva, mas ideia é mesmo essa, para ver se toda a gente percebe.

Na última tour canalhona a terras de sua majestade, o facto de eu possuir tais exemplares monetários, fez com que eu fosse alvo de calúnias, escárnio e comentários neste blog, por parte dos colegas canalhões. Isto deixou-me em profundo estado de tristeza, no entanto, não abandonei o meu propósito de usar as ditas pondas, e consegui!

Passo a descrever as diversas tentativas e casos bem sucedidos.

Tudo começou na máquina de bilhetes de metro, a máquina como é uma máquina, não as aceitou, mas eu tudo bem e continuei a tentar convencer o Paulo que podia usar as minhas notas, em vez do cartão, quando fosse comprar os bilhetes ao balcão. O Paulo revelou ter perdido todo o seu espírito canalhão quando proferiu frases do género: tudo menos isso! Eu tenho amor à vida! Não quero passar essa vergonha! Tenho filhos para criar!

E foi esta a primeira tentativa falhada…

De seguida, eu achei que o menino Huguinho podia tratar do assunto, no já lendário pub dos emigro-canalhões, qual não foi a minha surpresa quando tive de ouvir as seguintes frases: Tas mas é maluca! Eu não quero ir preso! Tenho uma reputação a manter! (Não sei o que é que ele queria dizer com a ultima frase… mas enfim).

Concluindo, os emigras são uns tenrinhos!

Posto isto, tratei eu do assunto! Trabalho rápido, indolor e sem deixar vestígios!

A nota de 5 ficou no restaurante vegetariano (gaja de fronteira, ias gostar!), misturada com mais outras. Tudo na boa, sem problemas. Não percebi foi porque é que, antes de pagarmos, o Hugo foi à casa de banho tirar o capachinho e por bigode à poirot e o Paulo saiu subtil e rapidamente pela porta fora a dizer “não deixem isso aí, eu tenho intenções de cá voltar”. Com isto tudo, a Sofes já não teve coragem de se fazer explodir, com o seu colete de bombista suicida, e lá continuámos a passear.

A nota de 20 gastei-a às compras com a Sofes, a senhora da loja olhou para mim sorridente e disse que só a aceitava a nota de a Sofes ficasse lá como caução, por mim tudo bem! Não têm visto a Sofes, pois não? Se calhar ainda lá está, amordaçada numa cave escura e tal… mas ela até gosta de Londres, por isso, estou descançada.

A última nota gastei-a a comprar chocolates para as meninas do laboratório, ah pois é, faz parte das regras do bunker. Neste caso, como já não tinha ninguém para ficar como caução, tive que correr uns três quarteirões à frente do rottweiler da dona da loja, mas nada de especial. O dia continuou solarengo, e lá voltei para a eurolandia acompanhada de uma caixa de after-eight gigante.

Isto ficou um bocado grande, mas épico que é épico, é assim!



sai um pastelinho de bacalhau...

não é só nos albergues para estranjas na terra dos osgas...

ah pois é! queriam ser originais nessas trocas e baldrocas de nomes no registo de entrada à la maison guinho needles, não queriam? ora então desenganem-se!
antes de mais não posso crer que ainda não tenham ingressado por essa gulodice culinária baptizada em honra do sr. zé do pipo... depois de verbalizar mentalmente cada um dos visitantes com tal epíteto, a minha escolha recai na camarada, amiga, palhaça e crítica de moda ministrial raites: raites à zé do pipo, que tal? olhem que supera aos pontos o raites com todos. e já que me remeto a esta ilustre canalhona, eu cá sugeria, como complemento aos pytimys, um envio de curriculum vitae para a residência oficial do nosso novo pm, com uma cartinha de motivação para consultadoria de fatiota. numa cara tão caricaturável como a do nosso sucedâneo de filósofo, um traje de soldado da rainha de copas é capaz de cair como uma luva.

mas adiante, que o propósito desta posta não é arranjar part-times ao pessoal. aqui neste ponto do mapa (segundo o route, esta terra é difícil de descobrir para caraças... e resume-se a uma bolita no mapa... ó júbilo...), mais concretamente no gtl (gabinete técnico local - isto até tem um nome pomposo...), chegou hoje um exemplar do jornal dos bombeiros. não porque se recebam aqui fontes de distracção das árduas sete horas de cumprimento de horário (mais pontuais à saída que à entrada, como já algures partilhei convosco), mas porque um caro colega é bombeiro (já viram a sorte das 'tas das velhas quando lhes der o achaque? o que vale é que não há lá nenhuma). ora nesse belo meio de divulgação noticiosa, o meu querido empregador e presidente adoptado pedro namorado lancha (que lembra a alguém daqui lasanha) vem rebaptizado como (e nós é que somos gulosos) pedro bolacha... só lhe faltava uma foto de casaco de pelúcia azul e um pacotito de chips ahoy nas mãozinhas e competia bastante bem com certa t-shirt existente em duplicado no sub-mundo canalhão.

uma boa noite para vocês que aqui já chove!

sai um pastelinho de bacalhau...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005

'tas da velhas, versão interior alentejano

ah pois é... eu qe até sou uma tipa pacífica e tal, já entrei em conflito psicológico com esses mitos da nossa sociedade: as 'tas das velhas...

não é que ontem, estava eu de janelame aberto a ver se o vapor de água em excesso existente no minha humilde habitação começava a secar (by the way, raites e sofes, exporto humidade), e começo a ouvir umas vozes perto demais, dado estar nos confins do meu retiro nocturno, vulgarmente conhecido por quarto. claro que fui espreitar, já que o espírito científico tem destas coisas... e, qual não é o meu espanto quando dou de caras com duas ou três madames (aka 'tas das velhas) de nariz enfiado dentro da minha habitação a comentá-la... porque ainda a não tinham visto depois das obras...

a bem da minha sanidade mentalóide, resolvi ignorar ao invés de abrir a geleira e lhes atirar com os três tomates chucha que vinham congelados...

bem, e para completar, há já quem quase jure a pés juntos que euzinha sou a nova arquitecta do gabinete técnico... obviamente, uma 'ta da velha também...

ah, meus amores, e consegui dormir com a porta da rua aberta... vá lá que ninguém resolveu ir espreitar de noite... que eu saiba...

sai um pastelinho de bacalhau...