terça-feira, 18 de outubro de 2005

terapia de grupo : Outubro 2005

Your Hair Should Be Purple

Intense, thoughtful, and unconventional.
You're always philosophizing and inspiring others with your insights.

purple??

Your Hair Should Be Purple
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sai um pastelinho de bacalhau...

Um Houdini de 4 patas

Pois é... nós recebemos cá em casa na semana passada a visita do Houdini. Não do humano, mas de um de 4 patas. Um certo Mus musculos decidiu que a nossa casa era um bom sitio para passar o Inverno. Só que se esqueceu de pedir autorização pra vir para cá viver. Resultado...não foi bem vindo.
Eu como boa bióloga que sou ainda tentei dar-lhe umas quantas oportunidades de sair sózinho, mas parece que o Houdini se estava a sentir cá bem.
Ora, a minha paciência é mesmo muito limitada e eu no final da semna estava já furiosa com o nosso convidado. Primeiro tivemos que descobrir onde é que ele passava a maioria do tempo, pois toca de desmantelar quase a sala toda. De seguida lá fomos nós tapar os acessos aos esconderijos perferidos do dito ratito. Isso até que resultou, ou pelo menos o bicho ficou bem confundido quando tentou esconder-se num espaço que já não existia. Mas claro que tal como o Houdini ele lá e consegui libertar do sitio onde o tinhamos prendido. (Suponho que alguns de vocês se identifiquem com a situação de ter ratos a fugir de armadilhas quando menos se espera!).
Passando à frente. Já muito chateada com a situação decidi passar a medidas mais drásticas: armadilhas de verdade e veneno. Lá fomos nós às compras de munições!
Claro que nos esquecemos que em terras holandesas "os animais são nossos amigo!" por isso veneno nada. Com as armadilhas, que eram abertas dos dois lado e não tinham sistema de fecho, vinham uns graozinhos q adormeciam o ratito!
Resultado: o Houdini decidiu esconder-se no nosso frigorifico entre o tampo e a caixa frigorifica. Toca de desmantelar o aparelho! Lá fomos nós encontrar o dito bicho, todo meio estremunhado e com bastante medo encaixado numa das calhas do tampo do frigorifico. Estremunhado! Bem, deve morrer não tarda, pensámos nós, ainda crentes no poder do "veneno". Pois sim! Quanto mais tempo passava mais acordado ia o rato ficando. Eu já com a minha paciencia em fanicos, lá me decidi que daquele momento o rato não passava. Ainda não sei muito bem como, mas á consegui meter o rato numa caixa alta, de onde ele não consegui sair por muito q tivesse pulado e tentado! Como ele não podia ficar ali eternamente lá me lembrei de vedra uma das aberturas da armadilha e convence-lo a entrar na armadilha pelo lado aberto. Depois só houve que vedar esse lado também.
Eu como sou um coração mole no que respeiota a bichos não tive coragem de matar tão simpático e inconviniente visitante, por isso decidi que a seleção natural deveria actuar: rato trancado em armdilha de papel, deitado no caixote do lixo. Se ele foi forte e era um verdadeiro Houdini deve ter conseguido libertar-se e viveu feliz pa sempre no meio do lixo!

Um bem haja a todos (os que se conseguiram manter acordados)!
Ines

terça-feira, 11 de outubro de 2005

autárquicas...

ah pois é... once again, lá foi a menina assentar o traseiro nas cadeirinhas tamanho xs da escola primária do bairro mais próximo. assentar o traseiro, que é como quem diz, passar uma data de horas de pé, que me calhou a presidência de mesa novamente, porque a pessoa inicialmente responsável por tal desistiu à última hora e às 9 da noite do dia anterior ao acto eleitoral telefona-me a senhora da junta ou da câmara responsável por essas coisas... e a menina, agora à beira do desemprego, disse logo que sim. afinal sempre eram 70 órios e a segunda-feira de folga...
assim, por volta das onze da noite fui buscar os boletins de voto e tudo o mais de material burocrático-necessário para o afanado dia seguinte.

confesso que até estava com alguma curiosidade, talvez para confirmar aquilo que a minha intuição já me dizia antes das sondagens: que aqueles candidatos cuja idoneidade estava em causa teriam o apoio popular e que a nossa querida (????) sociedade deveria estar a braços com uma qualquer crise de valores...

uma coisa é certa, nunca tinha estado numa votação, naquela mesma escola, tão concorrida! pena mesmo era um dos elementos escrutinadores ter alguma!!! dificuldade com os números e não conseguir apreender, no período de tempo disponível, o número de eleitor prestes a esconder-se atrás da cabine de voto... valeu-nos o vice-presidente de mesa a fazer de ama seca e um dos delegados das listas que estavam afectos à nossa mesa para fazer ali uma perninha na mesa. só isso é ilegal!!, porque os delegados não podem integrar a mesa. resultado, uma reclamação por parte do outro delegado (da lista mais directamente concorrente), apesar do mesmo compreender a pouca utilidade do nosso escrutinador, que conhecia toda a gente (ouquase) que lá ia votar. aquela reclamação não aqueceu nem arrefeceu, até porque não tínhamos muito mais hipóteses viáveis no imediato. não tenho culpa que a senhora que deveria ser a secretária daquela secção não tenha metido os presuntos na sala nem avisado com a antecedência necessária para se arranjar substituto.

para trazer um pouco de interesse às consecutivas horas de dever cívico, tive oportunidade de ver dois dos moçoilos mais interessantes da minha secundária. um parecia um agarrado, que só me apeteceu dizer opah, tu vê lá se comes!, o outro tinha sido a minha paixão platónica dos tempos de escola. a adolescência é tão engraçada...

claro que uma reclamação nunca vem só e o camarada delegado saltitante de sala em sala deu por que o nosso vice-presidente não pertencia àquela freguesia, o que está contra a lei eleitoral, e escreveu uma reclamaçãozinha curiosa em que pedia a anulação daquele acto eleitoral.
pois é, mas o caro camarada tinha tido dois dias em que o edital com a constituição da mesa afixado à sua disposição para consultar e reclamar junto do juiz da comarca. novamente, temos pena! a chatice é que as reclamações e afins têm que constar em acta... e sem secretário, sobrou para mim, que era a única pessoa que alguma vez tinha estado naquela segarrega. deve ser, provavelmente, a acta mais alternativa do concelho.

eu sei que vocês se estão para aí a roer de comichões por causa das mensagens nos votos nulos. só uma ainda estou a reflectir!. nada digno de real nota.

para rematar o dia estupendamente cansativo, inventaram desta vez que teria que ser a polícia a ir buscar os boletins de voto contados... como houve enganos nalgumas mesas, só havia um carro para as 47 assembleias de voto e os presidentes de mesa tinham que assinar um recibo, livrei-me daquela salganhada às doces 23horas... podem imaginar como deitava faíscas pelos olhos...

o que vale é que tive grande parte da tarde de ontem para por a quadrilhice feminina em dia :D

sai um pastelinho de bacalhau...

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

O caminho do Guerreiro

E pois ontem foi dia de limpeza lá na minha nova barraca, providenciada por moi meme. Aqui o je.
Como o caos e o descalabro foram paulatinamente avançando na minha ausência, o landlord, mais conhecido como senhorio, decidiu organizar uma cleaning rota, que para quem não sabe e’ qualquer coisa tipo empregado-do-mês-elegível–automaticamente-por-forcas-das-circunstancias.
Chegada a minha vez, armei-me tal qual um guerreiro na Idade Media. Peguei na bela da esponja e no spray de lixívia e percorri o longo caminho que desembocava no terrível reino da cozinha, onde ogres e criaturas tão demoníacas que nem consigo arranjar nome, tinham travado uma batalha sangrenta, purulenta e no mínimo nojenta. No chão, entre os escombros, o sangue aprisionava os pés dos aventureiros mais incautos, as vísceras escorriam quase sólidas no tecto do microondas e o forno… ah, o forno… era o antro do Demo, onde a gordura de milhares de corpos bloqueava qualquer réstia de esperança para aquela paisagem desolada e onde o fétido aroma do peixe outrora e repetidamente cozinhado, teimava em assombrar.
Depois de tão vil batalha e depois de um merecido descanso do guerreiro, parti para outra batalha ainda mais terrifica… a casa-de-banho! Aaaahhhhh!! Misericórdia Senhor!! Talvez um dia tenha coragem para relatar todo o mal que presenciei e todas as vidas que vi sucumbirem naquele buraco infernal mas que teimavam em manter-se firmes por um fio (de cabelo literalmente!).