sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
fronteira, esse mito que, pasmem, não fica na fronteira
depois de dias infindáveis a ressacar sem a minha dose diária de net, cá me infiltrei no posto público. sim, porque apesar de, supostamente, dever ter rede no local de trabalho, há que fazer jus às maravilhas do funcionalismo público e dos seus não menos louváveis técnicos informáticos... os computadores bem que podem dar o berro, que chuchamos no dedame.
mas, e desabafos à parte, não posso deixar de comentar o tão afamado horário das 9 às 17. bem, no meu caso é das 9 às 17.30, com horita e meia de almoço, o que me dá mais que tempo para dar largas à imaginação na cozinha. até trouxe uma prenda de anos vossa, de há umas eras atrás - um livro de cozinha vegetariana. em nove meses de gestação estagiária devo ter tempo para experimentar quase tudo, substituindo este ou aquele ingrediente mais estapafúrdio por qualquer coisa que se venda ali no supermercado primavera, um sucedâneo do maravilhoso dia. retomando a questão do horário: eu nunca vi (bem, talvez considerando a excepção dona irene) nos nossos meios tanta pontualidade no horário de saída! ainda não são 17.35 e já estão as portas da rua trancadas... e depois queixam-se que os projectos para as candidaturas têm que ser para ontem e que isso leva a um acumular de incorrecções em pastas e pastas de papel que, na prática, ninguém lê, mas que são burocraticamente obrigatórias...
estou para ver quando manifestar que as minhas idas ao campo, para os levantamentos de fauna, não se enquadram no horário maravilha... como ali ninguém percebe de, passo a citar, animaizinhos, deve cair a casa... mas a seu tempo comentarei.
e pronto, às portas do meu primeiro fim-de-semana fronteirense, conto dar uma vista de olhos na área de estudo (cuja finalidade será a realização de uma proposta para área protegida - isto até soa bem no currículo) e outra no rally que passa por aqui domingo.
ah, e tenho uma casa muito gira com espaço para vocês todos :)
um grande bem haja!
sai um pastelinho de bacalhau...
terça-feira, 8 de fevereiro de 2005
As nossas Pop-Stars
Andava eu a passear pelo ciber espaço, assim num misto de capuchinho vermelho que se passeia pela floresta e político em campanha que anda pelas feiras e mercados, quando de súbito encontrei uma digna homenagem a dois grandes mitos do nosso mundo, e quiçá do universo. Não, não é o Elves, nem a ta da velha. Ora, vejam por vocês mesmos: Mito 1 e Mito 2.
Na minha opinião, a homenagem à estrela dos 70’s está um pouco redutora, uma vez que não refere o seu amigo homossexual. Toda a gente sabe que o amigo homossexual entra em todas as conversas com mais de 5 segundos. Humm, talvez o colega bioloko, não tenha tido oportunidade de manter tão longa troca de ideias… era uma dúvida que eu gostava de ver esclarecida, mas cá fica minha referência.
Passando para o senhor das barbas, praticante de modalidades de bolso, a eterna questão mantem-se, para quê que ele serve? Eu vou tentar adiantar algumas hipóteses: 1- para chatear, 2- para chatear ou 3- para chatear. Fico à espera de outras teorias, e até dou uma ajudinha, “para chatear” é também uma boa teoria. Porém, quem trabalha na cimenteira do Campo Grande conhece algumas variantes, que podem levar ao utópico pensamento “Ele tem uma função”, são elas, o dilema da chave do biotério, a saga dos caixotes das mudanças e finalmente o épico “onde é que ele está?”. Até o Wally é mais fácil de encontrar.
Muitas outras personagens do admirável mundo fculiano são dignas de respeitosas dissertações, mas agora não me apetece continuar, e aliás, tenho mais que fazer!
sai um pastelinho de bacalhau...
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005
sai uma migração para a mesa do canto
alguma sugestão de material que me possa salvaguardar a parca sanidade mental que ainda subsiste nesta amostra de cérebro?
(desde que descobri o cabelo loiro, que não mais recuperei a auto-estima...)
sai um pastelinho de bacalhau
O meu primeiro cagalhao...
Bem, tendo ja dado cabo da minha primeira contribuicao para a terapia de grupo, vamos a ver se salvo a honra do convento...
Descobri hoje o segredo para aumentar a longevidade (mantendo a actividade e independencia fundamentais a uma existencia digna...). Ou melhor, nao descobri, foi-me explicado. Assisti a uma conferencia intitulada: "Old, Cold, and Hungry: Worm Tricks for a Longer Life". A famosa minhoquinha C. elegans mostra-nos que a restricao calorica lhes aumenta a esperanca media de vida em cerca de 100%. Estudos em humanos indicam que uma reducao na ingestao de calorias para cerca de 60% da dieta "normal" (a reducao e' em calorias, nao em quantidade de comida), aumenta consideravelmente a esperanca media e a qualidade de vida. Se nao gostam da ideia de passar fome constantemente, ha um estudo, em humanos, que mostra que uma dieta em que se alternam dias de jejum total com dias de consumo normal de alimentos e' tao ou mais eficaz no aumento da esperanca de vida como a restricao calorica. Numa outra experiencia com a minhoquita (hmmm, vou deixar passar esta...), reduzir a temperatura a que elas vivem (de 25C para 15C) aumentou a vida de uma delas ate aos 103 dias (normalmente vivem 20-25 dias)!
Portanto, canalhoes... toca a emigrar pro Polo Norte e a comer dia sim, dia nao. O meu novo lema e' "OLD, COLD AND HUNGRY". Viva o conforto!
sai um pastelinho de bacalhau
terça-feira, 1 de fevereiro de 2005
Nadia Almeda AKA traveca tuga que ganhou o BB ingles...
Nadia Almeda (olha que merda, nem escrever a porra do nome sabes!) é @ bel@ da traveca tuga que ganhou o Big Brother inglês, @ qual vi ontem pela primeira vez. "Onde?", perguntam vós e muito bem. Na TV, como seria de esperar, apresentando um programa de elevado nível cultural intitulado "Reality TV greatest moments" (uma espésse de Top +, mas sem música, sem a Isabel Figueira e o outro palhaço que só fazia número, mas com o mesmo talento na apresentação e com um conjunto de momentos dignos de causar movimentos de naúsea aos de estômago mais forte...), onde obteve um honroso 7º lugar. Merece uma salva de palmas...ou então um pano encharcado no trombil para ver se tem juízo em vez de manchar o bom nome de Portugal.
Não se queixem muito com a má qualidade da TV portuguesa. Por aqui também não é muito melhor. Ignorance is bliss...
sai um pastelinho de bacalhau
