terça-feira, 2 de junho de 2009

Oh my Greek god party!!

Este sábado tivemos o prazer (?) de estar presentes numa festa que vai para sempre ficar na memória de Silwood Park (para quem não sabe, é o sitio onde estou a fazer o doutoramento, supostamente muito conhecido em biologia). Passo a contar:

O aquecimento começou na 6a à tarde/noite, numa churrascada de despedida para um espanhol "completely crazy" (o que a malta do grupo dele chama uns aos outros) que se mudou para a Suécia. Tudo começou bem, depois houve muito alcool e acabámos no relvado a jogar jogos de crianças, desde o "1, 2, 3, macaquinho do chinês", que em inglês se chama "what is the time, ao "stuck in the mud", que consiste em tentar evitar ser apanhado, pois se fores apanhado só podes ser "salvo" se outro membro da tua equipa passar por entre as tuas pernas... depois houve um jogo de futebol, apesar de ser ja bastante escuro e de estarmos a ser comidos pelos mosquitos.

No sábado esteve um dia porreiro e fomos curar a ressaca para Windsor, onde pela primeira vez comi num restaurante grego, chamado "Latino" (? Grécia, Latino ???). Ah, claro, um dos gajos que andava a servir à mesa era português...

Rapidamente se aproximava a festa mais desejada do ano... a festa de despedida de um colega grego (do mesmo grupo que o espanhol), em que o tema era os deuses gregos. A ideia era que cada pessoa escolhesse um deus/deusa ou qualquer outra personagem da mitologia grega e fosse vestido em concordância com a sua personagem. Eu fui de Edafagia (deusa da gula) e o Joaquin era o Dionisio (do vinho). Havia todo o tipo de personagens, desde Caos, Artemesis, Hestia, Nix, Aquiles, Iris, Prometeus e o "host" da festa o Ganimedes (escravo sexual de Zeus... ah, e diga-se que este rapaz é gay assumido). Vinho para aqui, cerveja para ali, vinho em cima da roupa, musica, comida, enfim, um dia normal no monte Olimpos... até que o "Ganimedes" (que na realidade queria que a festa fosse uma orgia) se lembrou de ir buscar umas cuecas tipo "wonderbra" (ver aussibum.com para mais pormenores) e começar a pedir aos rapazes que as experimentassem. Obviamente, o primeiro a oferecer-se foi o Joaquin, e digo-vos que aquela merda realmente pões os ditos no sitio... mas não ficou por aqui, porque o "Ganimedes" aproveitou-se da situaçao e também teve que apalpar o Joaquin! Bem, depois as cuecas "rodaram" por quase todos os rapazes (que nojo, ainda bem que o Joaquin foi o primeiro), e o "Ganimedes" continuou tão contente a apalpar a tomatada de todos! Bem, acho que aquele gajo nunca vai lavar aquelas cuecas!

Pouco depois decidimos ir para casa, não fosse a coisa descambar ainda mais!

E é assim que se sobrevive a um doutoramento; com alcool e uma grande dose de loucura!

Aqui ficam algumas fotos, mas não muitas para não comprometer ninguém...


Dionisios, Edafagia e Chaos, no quintal da minha casa

Reparem no pormenor da minha pança...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

no comments #1

quinta-feira, 21 de maio de 2009

betão orgânico

Arquitectos portugueses criam material de construção que funde betão com a natureza

20.05.2009
, Luís Lago

Dois arquitectos portugueses criaram um híbrido entre betão e matéria orgânica, por onde vegetação pode nascer e crescer espontaneamente. Chamam-lhe betão orgânico e afirmam que pode reduzir os riscos de cheias e devolver os espaços verdes aos grandes centros urbanos.

"Essencialmente é um híbrido composto por betão normal misturado com terra compactada, que permite o crescimento de vegetação", explica João Ferrão, um dos arquitectos envolvidos neste projecto. O material pode ser utilizado na pavimentação de espaços exteriores, revestimentos de rampas e muros de suporte. “Não está pensado para lajes ou outros elementos estruturais de um edifício, mas tem capacidade de carga suficiente para que automóveis possam circular sem que o material perca as suas propriedades”, afirma o arquitecto.

João Costa Ribeiro, o outro criador do betão orgânico, aponta como principal vantagem deste híbrido a capacidade de absorver e reter água. "Ao longo dos anos as cidades tornaram-se progressivamente impermeáveis, aumentando com isso o risco de inundações", explica. "O betão orgânico é muito permeável e permite contrabalançar esta tendência".

O arquitecto acredita também que este material pode devolver a natureza aos espaços urbanos, cada vez mais artificiais. "A vegetação está cada vez menos presente nas nossas cidades", defende João Costa Ribeiro. “As calçadas, que permitiam uma mistura entre pavimento e área plantada têm sido trocadas por materiais de produção industrial, que separam a natureza daquilo que é artificial”. O betão orgânico será então “uma forma de fundir a natureza com o inorgânico”.

A ideia surgiu em 2003, quando a empresa de ambos, a Extrastudio, submeteu a concurso um projecto de remodelação do Father Collins Park, em Dublin, na Irlanda. Os arquitectos, inspirados na vegetação que cresce entre as rupturas do asfalto, idealizaram um modo de “misturar de forma orgânica os edifícios do parque com o resto da paisagem natural envolvente”, conta João Ferrão. “Queríamos que os caminhos que ligam os edifícios aos campos circundantes se desvanecessem ao entrar em contacto com o verde da natureza”. O projecto acabou por não vencer o concurso mas, no final desse ano, os arquitectos desenvolveram os primeiros protótipos, em gesso, daquilo que viria a ser o betão orgânico.

Em 2005, apresentaram um protótipo na quarta edição da ExperimentaDesign- Bienal de Lisboa, que nesse ano tinha o lema de “O meio é a matéria”. A participação neste evento despertou a atenção para o projecto e rapidamente começaram a ser contactados por inúmeros interessados no material. “Desde arquitectos paisagistas até empresas com intuitos mais comerciais, todos nos pediam quantidades enormes de betão, até 10 mil metros quadrados”, conta João Ferrão. As propostas chegaram “da Alemanha, Inglaterra, China, Brasil, mas acima de tudo dos Estados Unidos e da Europa do Norte.” As finalidades que cada um dos interessados queria dar ao material também eram bastante distintas. “Pediam-nos de tudo, desde parcerias para desenvolver betão com cinzas incorporadas na Coreia do Sul, até utilizações verticais em fachadas de edifícios.”

No entanto, os arquitectos viram-se obrigados a recusar todas estas propostas ambiciosas, pois não tinham ainda os meios para produzir quantidades tão grandes de betão. “Somos arquitectos, obviamente que produzir materiais não estava, na altura, dentro das nossas competências”, diz João Ferrão.

O projecto ficou esquecido durante algum tempo até que, em 2007, a empresa portuguesa AMOP propôs uma parceria para desenvolver o material. Depois de vários protótipos e testes, o material será finalmente aplicado no pátio de uma casa desenhada pelo arquitecto Gonçalo Byrne, inserida no projecto Vila Utopia, em Carnaxide.

Apesar de já terem o primeiro cliente, os arquitectos ainda estão a estudar qual a melhor forma de comercializar o material. “Estamos a discutir com a AMOP se o material será um produto de luxo ou algo que seja produzido em massa”, diz João Ferrão. Os arquitectos tendem mais para a segunda alternativa, mas colocam algumas reservas. “Tememos que, caso o betão orgânico seja vulgarizado, comece a ser mal aplicado”, esclarece João Costa Ribeiro.

O arquitecto receia que o material tenha o mesmo destino que as grelhas de enrelvamento, estruturas de betão que também permitem o crescimento de vegetação no seu interior. “É um produto com potencial, que pode ser aplicado de forma semelhante ao nosso, mas muitas vezes reparo que é utilizado de forma errada”, diz. “Há estacionamentos de centros comercias que, por se localizarem em reservas ecológicas nacionais, precisam de grelhas de enrelvamento. Mas este material exige manutenção a longo prazo, é preciso que a vegetação seja regada e tratada. Essa manutenção é normalmente esquecida e, ao fim de algum tempo as grelhas tornam-se em nada mais do que betão com terra batida no meio. O betão orgânico é um material muito mais complexo e necessita também de um maior cuidado.” Mesmo com estas incertezas sobre o futuro do produto, os arquitectos acreditam que o material estará disponível no mercado ainda este ano.

terça-feira, 19 de maio de 2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009